O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ordenou à Polícia Federal que investigue um suposto monitoramento indevido realizado pela Polícia Civil de Pernambuco contra aliados do prefeito do Recife, João Campos (PSB). O despacho foi emitido na última sexta-feira.
Investigação sobre Monitoramento Indevido
Em seu despacho, Gilmar Mendes solicitou que a PF verifique se existem 'elementos mínimos que indiquem a possível prática de infrações penais' por membros do governo de Raquel Lyra (PSD). O partido de Campos acusou a administração estadual de conduzir uma 'operação clandestina de monitoramento e espionagem'.
Ação Clandestina de Vigilância
A decisão menciona informações sobre uma ação focada no 'rastreamento e no reconhecimento facial' de aliados de Campos, especialmente do secretário de Articulação Política e Social e de seus familiares. O caso veio à tona após uma reportagem da TV Record, que revelou que agentes da Polícia Civil seguiram o carro do secretário municipal Gustavo Monteiro e de seu irmão.
Reação e Consequências
Após a veiculação da matéria, a Polícia Civil de Pernambuco afirmou ter iniciado a operação denominada 'Nova Missão', em resposta a uma denúncia anônima sobre supostos pagamentos de propina a um servidor público. Contudo, a investigação não encontrou evidências que justificassem a abertura de um inquérito.
Posicionamento da Prefeitura do Recife
A prefeitura do Recife classificou as ações da Polícia Civil como 'ilegais, inconstitucionais e imorais', e acusou o governo estadual de fazer uso eleitoral da polícia. A tensão entre Campos e Lyra deve se intensificar, uma vez que ambos se preparam para a disputa pelo governo de Pernambuco neste ano.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








