O carnaval do Rio é um espetáculo de alegria, beleza e diversidade, tornando-se também um espaço de inclusão através dos blocos de saúde mental. Essas agremiações reúnem usuários da rede de atenção psicossocial, familiares e profissionais de saúde, promovendo um ambiente de acolhimento e conscientização.
O Papel dos Blocos de Saúde Mental
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio), os blocos têm como objetivo combater estigmas e preconceitos, mostrando que a maior festa popular do Brasil também é um espaço de conscientização. O superintendente de Saúde Mental, Hugo Fernandes, enfatiza a importância da cultura e da alegria para aqueles que enfrentam sofrimento psíquico.
Atividades e Oficinas Oferecidas
Os blocos funcionam como espaços de convivência e cuidado, promovendo oficinas de música, artesanato e percussão ao longo do ano. Essas atividades não apenas estimulam a expressão artística, mas também fomentam o diálogo sobre inclusão social e respeito às diferenças.
Zona Mental: Um Bloco em Destaque
O Zona Mental, um dos mais novos blocos de saúde mental, surgiu em 2015 com o intuito de promover a reintegração social de pacientes por meio da arte e do carnaval. Com seu primeiro desfile realizado em 2017, o bloco se prepara para mais uma apresentação em 2026, celebrando a diversidade cultural e o pertencimento da Zona Oeste do Rio.
Homenagem e Inclusão
No carnaval de 2026, o Zona Mental prestará homenagem aos nordestinos da Zona Oeste, destacando a figura do multi-instrumentista Hermeto Pascoal. A iniciativa visa reforçar a identidade cultural e a inclusão social, promovendo um carnaval que une todos os participantes.
Tá Pirando, Pirado, Pirou!: 25 Anos de Luta
O bloco Tá Pirando, Pirado, Pirou! celebra 25 anos da Lei Antimanicomial, com desfile programado para o dia 8 de fevereiro de 2026. O bloco homenageia o psiquiatra italiano Franco Basaglia, um ícone da reforma psiquiátrica no Brasil, e destaca a importância da luta por direitos humanos na saúde mental.
Legado e Mobilização
Inspirado pelo movimento da psiquiatria democrática, o bloco carrega a mensagem de um Brasil sem manicômios, refletindo a mobilização popular que culminou na aprovação da Lei 10.216. A participação de artistas e a bateria da Portela enriquece ainda mais essa celebração da inclusão e dos direitos.








