A cratera que se abriu no último sábado (7) no Jardim Imperial, zona sul de São José dos Campos, continua a mobilizar autoridades e a causar transtornos aos moradores. O incidente na Rua Felisbina de Souza Machado resultou na interdição de quatro casas e um prédio com 34 apartamentos, deixando um total de 156 pessoas desalojadas.
Detalhes do Incidente
Um vídeo obtido com exclusividade pela Rede Vanguarda registrou o momento exato do afundamento, às 16h56 de sábado (7). As imagens mostram que um carro branco passou pela via instantes antes do solo ceder, levantando uma nuvem de poeira.
Expansão da Cratera
Na tarde desta segunda-feira (9), a cratera voltou a ceder devido às chuvas, aumentando de tamanho com a queda de parte da tubulação e do asfalto. Durante a instabilidade, um poste de energia foi 'engolido' pelo buraco, mas, segundo a Defesa Civil, não houve novos feridos.
Histórico de Problemas na Região
Este é o segundo grande afundamento na mesma rua em um intervalo de apenas duas semanas. No dia 27 de janeiro, uma cratera a cerca de 250 metros de distância engoliu um caminhão carregado com 10 toneladas de blocos. A Rua Felisbina de Souza Machado possui um histórico de problemas no solo que se arrasta há pelo menos 15 anos.
Apoio aos Desalojados
Os desalojados estão sendo acolhidos em casas de parentes e amigos. No domingo (8), moradores do Residencial Jardins de Sevilha puderam acessar o edifício para retirar itens essenciais como roupas e documentos, transportando-os em sacos de lixo e lençóis. A prefeitura iniciou a entrega de cestas básicas e colchões.
Ações da Prefeitura
O prefeito Anderson Farias (PSD) afirmou que as obras no local são emergenciais, como a instalação de lonas pretas para reduzir o impacto da chuva e evitar novos desmoronamentos. A prefeitura avalia oferecer hospedagem em hotel ou aluguel social caso a interdição se prolongue.
Previsões e Riscos Futuros
Não há estimativa de quando as 156 pessoas desalojadas poderão voltar para suas casas. A continuidade das chuvas é o principal fator que impede o planejamento de uma data de conclusão das obras. O prefeito declarou que não é possível garantir que novos buracos não surgirão, embora o monitoramento técnico esteja sendo feito regularmente.
Fonte: https://g1.globo.com








