Na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, a experiência de estar em contato com a natureza proporciona um resgate interior para muitas pessoas trans. A estudante de história Maya Alves, de 22 anos, destaca como as microviolências diárias podem tornar difícil a reflexão sobre a própria identidade.
O Projeto Aquatrans
O Aquatrans, idealizado pelo educador físico Marcelo Silva, é uma iniciativa que oferece aulas de natação em águas abertas para pessoas trans, travestis e não-binárias a preços acessíveis. Desde sua fundação em 2024, o projeto tem promovido um ambiente seguro e inclusivo para a prática de atividades físicas ao ar livre.
Participação e Inclusão
Atualmente, cerca de 120 pessoas participam do projeto, divididas em três níveis de habilidade: iniciante, intermediário e avançado. As turmas são carinhosamente apelidadas de anêmonas, água-vivas e golfinhos, refletindo o espírito de camaradagem que permeia as atividades.
Desafios Enfrentados
Maya Alves ressalta que a praia, antes um espaço comum, se torna hostil após a transição de gênero. O desconforto relacionado a roupas de banho e a experiência de discriminação dificultam a vivência plena de momentos de lazer para muitas pessoas trans.
Transmaromba: Um Espaço de Empoderamento
Próximo ao Aquatrans, o Transmaromba é um grupo que se dedica à musculação em um espaço ao ar livre. O idealizador Kayodê Andrade enfatiza a importância de criar um ambiente de acolhimento e saúde mental para homens trans, promovendo o empoderamento por meio da atividade física.
Importância da Segurança Coletiva
A segurança é um aspecto crucial para a participação desses grupos em atividades físicas. O pesquisador Leonardo Peçanha destaca que, ao treinar em conjunto, as pessoas trans se sentem mais confortáveis e protegidas, podendo desfrutar da prática sem medo de discriminação.








