A recente análise da operação policial mais letal da história do Brasil, que ocorreu no Rio de Janeiro, trouxe à tona questões cruciais sobre o controle das forças de segurança no país. A Human Rights Watch apontou que o uso excessivo da força letal pela polícia tem gerado um ciclo de violência e insegurança.
Dados Alarmantes sobre Letalidade Policial
Estatísticas reveladoras indicam que de janeiro a novembro de 2025, as forças policiais brasileiras mataram 5.920 pessoas, com a Operação Contenção sendo a mais letal, resultando em 122 mortes, incluindo cinco policiais. Além disso, 185 policiais foram mortos e 131 cometeram suicídio no ano anterior, conforme o Ministério da Justiça.
Crítica ao Debate sobre Segurança Pública
A professora Carolina Grillo, especialista em conflitos e violência, critica a falta de evolução no debate sobre segurança pública. Ela observa que estados como Bahia e São Paulo estão adotando estratégias violentas similares às do Rio de Janeiro, exacerbando os problemas de segurança.
A Autonomia das Forças Policiais
Grillo ressalta que, em nenhuma unidade da federação, os governadores têm controle pleno sobre as polícias, que operam com grupos internos poderosos e autonomia significativa. Essa dinâmica, segundo a especialista, contribui para a impunidade e aumenta a letalidade das ações policiais.
A Repetição de Modelos Ineficazes
A insistência em operações com alta letalidade é vista como uma falha no entendimento das reais necessidades de segurança. Grillo argumenta que, embora essas operações sejam populares entre os eleitores, elas não resolvem problemas estruturais e perpetuam a violência.
O Papel da Imprensa na Narrativa de Segurança
A cobertura midiática, segundo Grillo, muitas vezes reforça a narrativa oficial em vez de questioná-la. A Operação Contenção, embora tenha gerado choque internacional, foi tratada de forma normalizada pela imprensa nacional, contribuindo para a aceitação da violência policial.
Expectativas para o Futuro da Segurança Pública
Com as eleições se aproximando, o papel da segurança pública permanece central na agenda política. A forma como as autoridades lidam com a questão poderá impactar significativamente a confiança da população nas instituições de segurança.








