No dia 8 de dezembro de 2020, a britânica Margaret Keenan se tornou a primeira pessoa vacinada contra a covid-19 fora dos ensaios clínicos. Esse marco destacou a mobilização global e o acúmulo científico em resposta à pandemia.
A Mobilização da Fiocruz
A diretora do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz, Rosane Cuber, enfatiza que a rapidez na produção das vacinas foi resultado de um trabalho conjunto e de um conhecimento acumulado ao longo dos anos. A unidade Bio-Manguinhos, sob sua supervisão, desempenhou um papel crucial na introdução da vacina Oxford/Astrazeneca no Brasil.
Início das Atividades
Com o surgimento dos primeiros casos de covid-19, Bio-Manguinhos começou a produzir testes de diagnóstico em março de 2020. Simultaneamente, um grupo de trabalho foi designado para identificar vacinas em desenvolvimento que pudessem ser trazidas ao Brasil.
Transferência de Tecnologia
Após negociações com a Universidade de Oxford e a Astrazeneca, a primeira leva de 2 milhões de vacinas chegou ao Brasil em janeiro de 2021. A partir de fevereiro, o instituto passou a realizar o envaze e o controle de qualidade em suas instalações.
Produção Nacional
Com o passar do tempo, Bio-Manguinhos adaptou suas instalações para iniciar a produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) em solo nacional. Em fevereiro de 2022, a vacina passou a ser 100% brasileira, resultado da capacidade instalada da unidade.
Impacto e Legado
Embora a produção da vacina tenha sido interrompida com o fim da pandemia, o imunizante da Fiocruz foi o mais utilizado no Brasil em 2021. Especialistas estimam que sua implementação poupou cerca de 300 mil vidas no primeiro ano de imunização.
