The Beauty pode não ter conquistado notas perfeitas, mas cumpriu um papel fundamental: quebrou a recente “maldição” de avaliações negativas que vinha acompanhando Ryan Murphy. A nova série da FX aposta no horror satírico ao imaginar um tratamento sexualmente transmissível que torna as pessoas fisicamente belas, mas desperta efeitos colaterais violentos e homicidas. A premissa absurda, longe de afastar o público, ajudou a série a se destacar.
Um Retorno ao Terreno Mais Seguro de Murphy
Criador conhecido por dividir opiniões, Ryan Murphy enfrentou críticas duras nos últimos anos, especialmente com projetos como All’s Fair e Monster: The Ed Gein Story. Dentro desse contexto, a recepção de The Beauty — com 74% no Rotten Tomatoes — representa uma reabilitação significativa. Mais do que o número em si, o resultado sinaliza algo que o histórico do produtor já vinha sugerindo: Murphy funciona melhor quando abraça o horror.
Horror, Sátira e Identidade Autoral
Assim como American Horror Story, Scream Queens e Grotesquerie, The Beauty mistura violência gráfica, humor ácido e comentários sociais exagerados. É justamente essa combinação que parece agradar mais à crítica, em contraste com seus dramas jurídicos, biográficos ou políticos, que costumam receber avaliações mais baixas. Aqui, Murphy assume o excesso como linguagem e transforma o choque em estilo.
Um Sinal de Redenção Criativa
Além do sucesso crítico relativo, The Beauty também teve impacto imediato de audiência, tornando-se um dos títulos mais assistidos da plataforma em sua estreia. O resultado sugere que, apesar dos tropeços recentes, Ryan Murphy ainda sabe provocar, divertir e surpreender — desde que esteja operando dentro do gênero que melhor domina. The Beauty não apenas quebra uma sequência de fracassos, mas reafirma onde o criador realmente brilha.
Fonte: https://mixdeseries.com.br
