Quando Twisters foi anunciado, a reação inicial parecia previsível: mais um legado tardio de um blockbuster dos anos 90 tentando se sustentar apenas pela memória afetiva. Mas o filme faz algo raro nesse tipo de projeto. Ele entende exatamente o que tornava Twister inesquecível e constrói sua identidade a partir disso, sem tentar transformar o passado em algo mais profundo do que ele realmente era.
Um Legado Respeitado, Não Copiado
A estrutura de Twisters dialoga claramente com o clássico: alguém que abandonou a caça a tempestades é puxado de volta para o olho do furacão, conflitos éticos surgem no meio do caminho e a ciência divide espaço com adrenalina pura. Só que, desta vez, o tom é mais consciente.
Espetáculo com Senso de Realidade
Mesmo com essa base mais dramática, Twisters não esquece sua missão principal: entregar tornados em escala máxima. E entrega. As sequências de destruição são intensas, imersivas e filmadas de forma mais crua. Não há aquela estética de “monstro cinematográfico” surgindo ao longe. A câmera está no meio da lama, do vento, dos destroços.
Um Elenco que Sustenta o Caos
Grande parte do sucesso vem do elenco. Daisy Edgar-Jones segura o filme com facilidade, criando uma protagonista que é ao mesmo tempo vulnerável e determinada. Glenn Powell, como Tyler Owens, injeta carisma, humor e um tipo perigoso de irresponsabilidade que faz sentido dentro da narrativa.
Entre a Diversão e o Respeito
Twisters é consciente do próprio exagero. Ele sabe quando pode abraçar o absurdo e quando precisa frear. Há momentos cientificamente improváveis? Claro. Mas o filme constrói tão bem seu tom que isso nunca quebra a imersão.
Fonte: https://mixdeseries.com.br








