À primeira vista, Descendentes 3 – filme que vai ao ar hoje na Sessão da Tarde – pode parecer apenas mais um musical juvenil sobre filhos de vilões da Disney. No entanto, ao olhar com mais atenção, o filme carrega uma mensagem mais madura, funcionando como um encerramento que dialoga diretamente com temas sociais, políticos e emocionais.
Ninguém Nasce Vilão: O Peso do Ambiente e das Escolhas
Desde o primeiro filme, Descendentes trabalha a ideia de que caráter não é algo definido pelo sangue, mas pelo contexto. Em Descendentes 3, esse conceito atinge seu auge. A divisão entre Auradon e a Ilha dos Perdidos deixa de ser apenas um pano de fundo e passa a ser o verdadeiro conflito central da história.
A Vilã Vem de Dentro
Um dos pontos mais simbólicos do filme é a escolha de Audrey como antagonista. Diferente dos vilões clássicos da franquia, ela não vem da Ilha e não carrega o estigma de filha de vilão. Audrey representa o privilégio ferido, a frustração de quem sempre acreditou que o mundo lhe devia algo.
Mal e o Amadurecimento da Liderança
O arco de Mal também reflete a mensagem principal do desfecho. Ela começa a história tentando ser uma líder que controla tudo, mesmo que isso signifique tomar decisões injustas. Ao longo do filme, Mal aprende que liderar não é fechar portas, mas criar pontes.
Um Recado Direto para o Público Jovem
No fim, Descendentes 3 fala diretamente com quem cresceu assistindo à franquia. A mensagem é simples, mas poderosa: pessoas não são resumidas ao lugar de onde vêm; excluir nunca é solução; empatia e escolha constroem futuros melhores.
Fonte: https://mixdeseries.com.br








