Análise do Final do Filme ‘O Assassino Perfeito’ e a Jornada de Mr. Cuda

O desfecho de ‘O Assassino Perfeito’ encerra a trajetória de Mr. Cuda de maneira trágica, mas profundamente simbólica, reforçando o tema central da obra: a busca por redenção. Desde a cena inicial, onde o personagem aparece ferido à beira da praia em Miami, a narrativa se apresenta como uma confissão final, na qual Cuda revisita suas decisões e tenta justificar sua transformação.

O peso do passado e os laços familiares

Ao longo do filme, fica evidente que Cuda não é mais o assassino impiedoso que costumava ser. O reencontro com sua filha adolescente, Lola, e a relação que desenvolve com Billie, uma jovem vulnerável em fuga de um passado abusivo, despertam nele um instinto de proteção que havia sido sufocado durante anos no mundo do crime.

A ruptura com o mundo do crime

A decisão de enfrentar Estelle, sua chefe, representa um ponto sem retorno para Cuda. Com o auxílio de Stray e Lexus, ele rompe com a organização criminosa, o que desencadeia uma série de confrontos violentos. Entretanto, Cuda não se comporta como um herói clássico; ele tem plena consciência de que suas escolhas acarretam um preço elevado e aceita essa realidade. Ao resgatar Billie e libertar outras garotas, sua ação é motivada pela consciência, em vez de dinheiro ou ordens.

O sacrifício final

Após um confronto decisivo, Cuda, gravemente ferido, assegura a fuga de Stray, Lexus e Billie, entregando-lhes o suficiente para recomeçar longe de Miami. Esse gesto simboliza sua transformação, onde ele troca sua própria sobrevivência pela possibilidade de que outros vivam em paz. Antes de sucumbir, ele ainda deixa seu carro — um forte símbolo de sua identidade — para sua filha, como um último vínculo entre eles.

Redenção e despedida

A cena final, à beira da praia, é carregada de significado: Cuda morre em silêncio, observando o mar, um espaço que sempre simbolizou calma e liberdade para ele. O filme sugere que, embora não tenha conseguido escapar de seu passado, Cuda encontra redenção ao se sacrificar. O desfecho deixa claro que o perdão pode não vir da sociedade, mas pode existir na consciência de quem, mesmo tardiamente, opta por fazer a coisa certa.

Fonte: https://mixdeseries.com.br

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