Lançado com a promessa de emocionar, o filme <strong>A Vida em Um Ano</strong> (Life in a Year, de 2020) tenta seguir a cartilha dos grandes romances trágicos sobre juventude, amor e perda. Estrelado por Jaden Smith e Cara Delevingne, o filme aposta em uma história de “aproveitar cada segundo” diante de um diagnóstico devastador.
Qual é a história de A Vida em Um Ano?
Na trama, conhecemos Daryn, um jovem privilegiado, inteligente e com o futuro cuidadosamente planejado pelo pai. Apesar disso, ele guarda um sonho secreto: seguir carreira na música. Sua vida muda completamente quando conhece Izzy, uma garota intensa, rebelde e carismática, que logo revela estar em estágio avançado de câncer e ter menos de um ano de vida.
Ao descobrir a condição da namorada, Daryn decide transformar esse período limitado em uma experiência completa. Ele cria uma lista de “marcos de vida” para viver tudo aquilo que acredita que Izzy não terá tempo de experimentar. O filme, então, se constrói a partir dessa contagem regressiva emocional, misturando romance, drama familiar e reflexões sobre amadurecimento.
Funciona como romance? E como drama?
Aqui está o ponto mais delicado do filme. <strong>A Vida em Um Ano</strong> não esconde suas intenções: ele quer fazer o espectador chorar. E, em alguns momentos, até consegue. Cara Delevingne entrega uma atuação carismática e afetuosa, tornando Izzy uma presença fácil de gostar, mesmo quando o roteiro recorre a clichês já muito conhecidos do “drama da garota doente.”
O problema é que o filme raramente aprofunda seus personagens. Izzy existe quase exclusivamente para inspirar Daryn, enquanto ele ocupa o centro da jornada emocional. Suas escolhas, seus sonhos e sua dor são sempre o foco, o que acaba reduzindo o impacto do romance como troca verdadeira.
Vale a pena assistir o filme A Vida em Um Ano?
Depende muito da expectativa. Se você gosta de dramas românticos intensos, com trilha emotiva, montagens de “viver o agora” e finais feitos para mexer com o coração, <strong>A Vida em Um Ano</strong> provavelmente vai cumprir seu papel. O filme segue uma fórmula conhecida, confortável e acessível.
Por outro lado, quem busca um olhar mais realista, complexo ou inovador sobre doença, juventude e luto pode sair frustrado. A narrativa é previsível, excessivamente polida e pouco interessada nas contradições reais da vida.
No fim, A Vida em Um Ano é aquele tipo de filme que sabe exatamente quais botões apertar no espectador. Pode não ser profundo, mas, mesmo assim, deixa sua marca emocional — ainda que você perceba claramente que foi conduzido até ela.
Fonte: https://mixdeseries.com.br
