O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma severa crítica ao governo britânico, chamando de “ato de grande estupidez” a decisão do Reino Unido de transferir a soberania das ilhas Chagos para Maurício. A declaração foi proferida em um contexto de crescente tensão entre Washington e seus aliados na OTAN.
Contexto da Decisão do Reino Unido
A polêmica gira em torno de um acordo firmado pelo governo britânico em maio de 2025, que prevê a transferência da soberania do arquipélago das ilhas Chagos, incluindo a estratégica ilha de Diego Garcia. Essa decisão foi acompanhada pela manutenção de uma base militar conjunta entre os EUA e o Reino Unido, com um contrato de arrendamento de £ 101 milhões por ano.
Reações de Trump
Em uma publicação na rede Truth Social, Trump criticou a decisão, afirmando que o Reino Unido estaria entregando um território crucial para a segurança dos EUA sem justificativa. Ele alertou que essa ação poderia ser interpretada por países como China e Rússia como um sinal de fraqueza.
Ligação com a Groenlândia
Trump também associou a questão das ilhas Chagos à sua proposta de adquirir a Groenlândia, defendendo que tal aquisição seria uma questão de segurança nacional. Ele insistiu que a Dinamarca e seus aliados deveriam reconsiderar suas posições sobre a Groenlândia.
Resposta do Governo Britânico
Um porta-voz do governo britânico respondeu às críticas, assegurando que a segurança nacional do Reino Unido não será comprometida. A decisão de transferir a soberania foi impulsionada por decisões judiciais que afetaram a posição britânica em relação à base em Diego Garcia.
Tensões Crescentes entre EUA e Aliados
As declarações de Trump ocorrem em um momento de aumento das tensões com aliados europeus, como o Reino Unido e a França. A insistência de Trump na aquisição da Groenlândia gerou resistência, com líderes europeus afirmando que a ilha não está à venda e respondendo a ameaças de tarifas que o presidente americano fez a aliados da OTAN.
Tentativas de Mitigação de Conflitos
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tentou apaziguar a situação, enfatizando a importância da relação histórica entre os EUA e o Reino Unido. Ele argumentou que temas complexos como a Groenlândia devem ser tratados com calma e diálogo entre aliados.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
