O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que os EUA garantiram acesso total e permanente à Groenlândia através de um acordo com a Otan. Essa declaração foi feita em meio a um contexto de crescente pressão para fortalecer a segurança no Ártico, especialmente em face das ameaças percebidas da Rússia e da China.
Contexto do Acordo
A notícia do acordo surge após Trump recuar de suas ameaças tarifárias e descartar a possibilidade de uma aquisição militar da Groenlândia. Essa mudança de postura trouxe um alívio temporário às tensões que poderiam levar a uma ruptura significativa nas relações transatlânticas.
Reações e Implicações
A reviravolta de Trump teve um impacto positivo nos mercados europeus, mas também levantou preocupações sobre a confiança nos laços transatlânticos e os danos já causados. A Dinamarca, que mantém a soberania sobre a Groenlândia, reiterou que essa questão não estava em discussão, destacando a complexidade das negociações.
O Papel da Dinamarca
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que não houve negociações sobre a soberania da Groenlândia com a Otan. Ela também indicou que, apesar das dificuldades, houve progresso nas discussões sobre como promover a segurança na região do Ártico.
Detalhes do Acordo
Trump mencionou que os detalhes do acordo estão sendo negociados, mas garantiu que o acesso seria total e sem limites de tempo. O chefe da Otan, Mark Rutte, afirmou que cabe aos comandantes da organização trabalhar nos requisitos adicionais de segurança para a Groenlândia.
Perspectivas Futuras
Rutte expressou otimismo quanto à rapidez das negociações, prevendo que os avanços poderiam ser alcançados até o início de 2026. A exploração de minerais na Groenlândia, embora não tenha sido discutida em profundidade, permanece um tópico de interesse nas conversas entre os EUA, a Dinamarca e a Groenlândia.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
