Em 27 de janeiro, as taxas dos DIs apresentaram uma queda significativa pela quinta sessão consecutiva. Isso ocorreu mesmo com a divulgação do IPCA-15 de janeiro, que indicou uma pressão nos preços dos serviços, em um dia marcado por forte interesse em ativos brasileiros, resultando em um recorde para o Ibovespa e uma queda do dólar.
Desempenho das Taxas de Juros
No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 foi registrada em 12,875%, uma redução de 10 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 12,977%. Da mesma forma, a taxa do DI para janeiro de 2035 caiu para 13,36%, o que significa um recuo de 18 pontos-base em comparação ao ajuste de 13,542%.
Impacto do IPCA-15
A divulgação do IPCA-15, um indicador considerado uma prévia da inflação oficial, revelou que o índice subiu 0,20% em janeiro, desacelerando em relação à taxa de 0,25% de dezembro. No acumulado de 12 meses, a taxa foi de 4,50% em janeiro, levemente acima dos 4,41% registrados em dezembro.
Expectativas do Mercado
Os resultados do IPCA-15, embora dentro das expectativas dos economistas, mostraram uma abertura menos favorável. A desaceleração dos preços de serviços foi uma das principais preocupações, mas a alta dos serviços subjacentes indicou uma leve aceleração.
Reação do Ibovespa e do Dólar
A queda das taxas de juros se intensificou ao longo do dia, especialmente à medida que o Ibovespa continuava a estabelecer novas máximas históricas, superando os 183 mil pontos. O dólar, por sua vez, caiu para cerca de R$5,20, refletindo a forte demanda por ativos brasileiros.
Perspectivas para a Selic
A maioria dos analistas acredita que os dados do IPCA-15 não devem impactar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em sua próxima reunião, onde a expectativa é de manutenção da taxa Selic em 15%. Contudo, as previsões para março estão divididas quanto a possíveis cortes.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
