Seu chocolate diminuiu e o pacote de biscoitos tem mais ar, mas o preço continua o mesmo: conheça a reduflação, a estratégia silenciosa da indústria para ‘esconder’ o aumento de preços e encolher seu carrinho de compras

Seu chocolate diminuiu e o pacote de biscoitos tem mais ar, mas o preço continua o mesmo: conheça a reduflação, a estratégia silenciosa da indústria para 'esconder' o aumento de preços e encolher seu carrinho de compras
Seu chocolate diminuiu e o pacote de biscoitos tem mais ar, mas o preço continua o mesmo: conheça a reduflação, a estratégia silenciosa da indústria para ‘esconder’ o aumento de preços e encolher seu carrinho de compras

Aquela sensação de que os produtos estão “encolhendo” nas prateleiras não é apenas impressão sua. É um fenômeno econômico real, conhecido como reduflação, que afeta diretamente o poder de compra do consumidor sem que o preço na etiqueta precise subir, gerando uma inflação disfarçada que corrói o seu orçamento.

COMO A REDUFLAÇÃO FUNCIONA NA PRÁTICA

A estratégia é simples e sutil: em vez de aumentar o preço de um produto, o fabricante reduz a quantidade ou o volume da embalagem. O chocolate perde alguns gramas, o rolo de papel higiênico fica com menos metros e a garrafa de refrigerante tem seu volume ligeiramente diminuído. Como a embalagem e o preço costumam permanecer os mesmos, muitos consumidores não percebem a mudança e acabam pagando mais por menos.

É UMA PRÁTICA LEGAL? O QUE DIZ A LEI

No Brasil, a prática da reduflação não é ilegal, mas existem regras para que ela aconteça. A Portaria nº 392/2021 do Ministério da Justiça e Segurança Pública determina que qualquer alteração na quantidade do produto deve ser claramente informada na embalagem. A informação deve permanecer visível por, no mínimo, seis meses, destacando a quantidade anterior e a atual, bem como a redução em termos absolutos e percentuais. O problema é que, muitas vezes, esse aviso é discreto e passa despercebido pelo consumidor na correria das compras.

COMO O CONSUMIDOR PODE SE PROTEGER

A principal arma do consumidor é a atenção. É fundamental criar o hábito de verificar o peso, o volume ou a quantidade total do produto, e não apenas o seu preço final. Comparar o “preço por quilo” ou “preço por litro” entre diferentes marcas e tamanhos de embalagem é a forma mais eficaz de identificar se você está realmente fazendo um bom negócio. Ficar de olho em avisos de “nova embalagem” também pode ser um sinal de alerta para verificar se houve redução na quantidade.

Em um cenário de alta de custos para a indústria, a reduflação se torna uma ferramenta comum para manter as margens de lucro. Para o consumidor, representa a necessidade de uma vigilância constante para garantir que seu dinheiro continue valendo a pena na hora de encher o carrinho. Da próxima vez que pegar seu salgadinho favorito, vale a pena conferir se o pacote não está mais leve do que antes.

Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) – www.idec.org.br (exemplo de link fictício)

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