Nesta segunda-feira (2), a Polícia Civil de São Paulo efetivou a prisão de 12 indivíduos suspeitos de conspirar para um atentado com explosivos caseiros e coquetéis molotov na Avenida Paulista. O grupo, composto por jovens e adultos com idades entre 15 e 30 anos, tinha como objetivo gerar tumulto e pânico em uma área altamente movimentada da capital.
Estratégias e Estrutura do Grupo
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os detidos não possuíam uma agenda política específica e operavam sob uma oposição genérica a instituições governamentais. O grupo foi identificado como parte de uma rede nacional com cerca de oito mil integrantes, apresentando uma estrutura organizada, incluindo divisão de tarefas e compartilhamento de manuais para a fabricação de explosivos.
Táticas Utilizadas
A estratégia dos envolvidos incluía a infiltração em grandes aglomerações para incitar o pânico e provocar confrontos, utilizando bloqueadores de sinal para dificultar a comunicação com as autoridades. Durante as operações policiais, foram apreendidos simulacros de armas e dispositivos eletrônicos que evidenciam a articulação criminosa.
Operação Conjunta com o Rio de Janeiro
A ação policial em São Paulo foi coordenada com a polícia do Rio de Janeiro, que também havia detectado atividades suspeitas e manuais de fabricação de explosivos semelhantes. A colaboração entre os delegados-gerais dos dois estados permitiu a execução simultânea de medidas preventivas, desmantelando a rede principal.
Análise das Evidências
O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, ressaltou que o objetivo dos membros do grupo era ganhar notoriedade, o que reforça a necessidade de focar na falha de suas intenções criminosas. Quando abordados, os suspeitos alegaram que as interações digitais eram meras 'brincadeiras', uma afirmação contestada pelas evidências de planejamento logístico encontradas.
Próximos Passos das Investigações
As autoridades continuam a analisar o material apreendido para individualizar as responsabilidades e definir os enquadramentos penais. A polícia também permanece atenta ao monitoramento de possíveis novas tentativas de reorganização do grupo sob diferentes identidades digitais.
Fonte: https://www.infomoney.com.br







