Neste domingo (8), Portugal realiza o segundo turno das eleições presidenciais, onde o socialista António José Seguro enfrenta o líder do partido de direita radical Chega, André Ventura. As últimas pesquisas sugerem uma posição favorável para Seguro.
Cenário das Pesquisas
Um levantamento realizado pela Pitagórica, em colaboração com TVI, CNN Portugal, Jornal de Notícias e TSF, revela que Seguro conta com 56,7% das intenções de voto, enquanto Ventura está com 26,9%. Os votos em branco ou nulos totalizam 9%, e 7,4% dos entrevistados ainda estão indecisos.
Redistribuição dos Votos
A pesquisa também analisou a redistribuição dos votos dos indecisos, mostrando que, sob esse cenário, Seguro poderia aumentar sua vantagem para 67,8%, em contraposição aos 32,2% de Ventura. O estudo foi conduzido entre 3 e 5 de fevereiro, envolvendo 810 entrevistas, com uma margem de erro de 3,51 pontos percentuais e um nível de confiança de 95,5%.
Perfil do Eleitorado
A pesquisa também identificou diferenças significativas no perfil do eleitorado. Seguro recebe maior apoio entre as mulheres, enquanto Ventura demonstra um desempenho melhor entre os homens, refletindo a polarização que já era visível no primeiro turno.
Resultados do Primeiro Turno
No primeiro turno, realizado em 18 de janeiro, Seguro liderou com pouco mais de 31% dos votos válidos, enquanto Ventura ficou em segundo lugar, com cerca de 23,5%, estabelecendo o Chega como a principal oposição no Parlamento. João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, ficou em terceiro com aproximadamente 16%.
Importância da Mobilização Eleitoral
A taxa de participação no primeiro turno foi de 52%, o mais alto índice em eleições presidenciais em Portugal nos últimos 15 anos. Este engajamento eleitoral é considerado crucial para o resultado do segundo turno, especialmente considerando a expressiva vantagem apontada nas pesquisas.
Horário de Votação
As urnas estarão abertas das 8h às 19h no horário local (5h às 16h em Brasília). O novo presidente terá um papel central de moderação no sistema semipresidencialista português, com poderes de veto, dissolução do Parlamento e nomeação do primeiro-ministro.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








