Os gestores brasileiros iniciam 2026 com uma visão unânime: o dólar deverá apresentar fraqueza. Essa expectativa é destacada nas cartas mensais e relatórios gerenciais de dezembro do ano anterior, que revelam uma mudança significativa nas estratégias de investimento.
Mudanças nas Estratégias de Hedge
Historicamente, o dólar foi utilizado como uma proteção automática contra riscos cambiais. No entanto, o cenário atual mostra que as gestoras começaram a reavaliar essa abordagem. Com a maior desvalorização da moeda americana em 50 anos, a preferência agora é por posições vendidas e maior diversificação cambial.
Posições Vendidas em Dólar
Gestoras como Itaú, SulAmérica Investimentos e Verde Asset estão adotando posições vendidas em relação ao dólar, refletindo uma expectativa de um cenário internacional negativo para a moeda. A equipe do Itaú, liderada por Bruno Serra, destaca que o diferencial de juros atrativo no Brasil é um fator que sustenta essa estratégia.
Expectativas para os Juros em 2026
Além do câmbio, as expectativas em torno dos juros também são uma preocupação central. As gestoras já consideram 2026 como o início de um novo ciclo econômico no Brasil, com previsões de cortes na taxa Selic a partir de março, de acordo com a SulAmérica.
Riscos e Precauções
Apesar do consenso positivo sobre a queda dos juros, há cautela em relação ao risco Brasil. A aproximação do ciclo eleitoral traz incertezas que podem impactar a estabilidade econômica. Gestoras como Vista Capital e Novus Capital afirmam a necessidade de uma postura defensiva, mantendo exposições neutras e táticas vendidas em real.
Consensos Adicionais no Cenário Econômico
Outros fatores também influenciam a visão dos gestores. O ouro é considerado uma proteção estrutural em diversas carteiras, enquanto o apetite por ações é seletivo, concentrando-se em ativos globais. A Galapagos Capital ressalta a importância da diversificação e da disciplina em um ano eleitoral nos EUA e de sucessão no Brasil.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
