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Ministro Fernando Haddad Afirma que Classe Dominante Brasileira Vê o Estado como Propriedade Privada

Durante o lançamento de seu livro 'Capitalismo Superindustrial', o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que a classe dominante no Brasil percebe o Estado como uma extensão de sua propriedade. Em um evento realizado em São Paulo, Haddad participou de um debate mediado por Lilia Schwarcz, ao lado de Celso Rocha de Barros.

A Visão de Haddad sobre o Estado

Haddad argumentou que o Estado foi entregue aos fazendeiros como uma espécie de indenização pela abolição da escravidão. Ele lembrou que o movimento republicano começou logo após a assinatura da Lei Áurea, em 1888, e que, um ano depois, a república foi proclamada.

O Impacto da Classe Dominante na Política

O ministro enfatizou que a classe dominante se apoderou do Estado, perpetuando um ciclo de controle e exclusão. Ele expressou preocupação com a fragilidade da democracia brasileira, afirmando que a contestação do status quo é frequentemente vista como uma ameaça.

Lançamento do Livro 'Capitalismo Superindustrial'

No evento, Haddad apresentou seu livro, que discute as nuances do capitalismo contemporâneo, marcado por desigualdade crescente. O autor analisa a acumulação primitiva de capital e a nova configuração das classes sociais no mundo atual.

A Desigualdade e seus Efeitos

Haddad destacou que a desigualdade tende a aumentar se o Estado não atuar para mitigar os efeitos do desenvolvimento capitalista. Segundo ele, a ausência de intervenção estatal pode levar a uma situação de contradição social intensa.

Reflexões sobre o Oriente

O ministro também explorou a dinâmica de acumulação primitiva de capital no Oriente, ressaltando que as revoluções nesse contexto foram antissistêmicas e antiimperialistas. Ele comparou essas experiências com as da escravidão e servidão, apontando diferenças significativas.

Contradições nos Processos Revolucionários

Haddad finalizou suas observações destacando a contradição nos processos revolucionários do Oriente, onde, apesar do avanço nas forças produtivas, os ideais que motivaram as revoluções não foram plenamente alcançados.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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