A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), confirmou sua intenção de concorrer ao Senado por São Paulo e, com isso, atraiu a atenção tanto do PT quanto do PSOL, que buscam sua representação nas próximas eleições. Embora líderes do PT esperem que ela retorne ao partido, o ministro Guilherme Boulos (PSOL) se reunirá com a presidente da legenda, Paula Coradi, para discutir a situação.
Possíveis Caminhos de Marina Silva
Marina expressou que se sente "muito honrada" com o interesse de partidos do campo democrático popular e está avaliando a troca de legenda. Além do PT e do PSOL, PSB e PV também estão interessados em sua filiação. O deputado federal Jilmar Tatto (PT) afirmou que a vinda de Marina para o PT está "bem encaminhada", destacando a estrutura e a militância do partido como atrativos.
Desafios da Relação com o PSOL
A saída de Marina do PT, após quase 30 anos de filiação, traz à tona questões complicadas. A rivalidade com o PSDB, que se manifestou durante sua candidatura em 2014, ainda é lembrada por apoiadores do PSOL. Tatto acredita que essa situação já foi superada, especialmente após Marina assumir o cargo de ministra no governo Lula.
A Possibilidade de Aliança com Simone Tebet
Simone Tebet (MDB), colega de Marina na Esplanada, é vista como uma potencial candidata ao Senado por São Paulo. O PT está avaliando a viabilidade de sua candidatura, considerando também a possibilidade dela disputar o governo em caso de negativa de Fernando Haddad. Para isso, Tebet teria que alterar seu domicílio eleitoral e mudar de partido.
O Cenário Político em Evolução
Pesquisas qualitativas indicam que os eleitores estão reavaliando o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), especialmente ao considerar que o estado nunca elegeu uma mulher para o cargo. Caso a dobradinha Marina-Tebet se concretize, o ministro Márcio França (PSB) poderia ser deslocado para compor uma chapa majoritária.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








