A Fictor, uma holding envolvida em setores como alimentos, infraestrutura e finanças, enfrenta um novo desafio jurídico. A Justiça de São Paulo decidiu bloquear R$ 150 milhões em ativos financeiros da empresa, como forma de garantir uma obrigação contratual relacionada a operações de cartões de crédito empresariais oferecidas pela Fictor Pay.
Decisão Judicial e Seus Fundamentos
A ordem de bloqueio foi emitida pela desembargadora Maria Lúcia Pizzotti em regime de plantão no dia 27. A decisão se baseia em preocupações relacionadas ao histórico da Fictor, especialmente após seu nome ser mencionado como potencial comprador do Banco Master. A proposta de aquisição, que previa um investimento de R$ 3 bilhões, foi feita um dia antes da liquidação do banco pelo Banco Central.
Implicações da Liquidação do Banco Master
Com a liquidação do Banco Master, a Justiça argumenta que a Fictor poderia ter adquirido ações da instituição, o que levantaria questões sobre sua solvência financeira. A desembargadora enfatizou o risco de danos irreparáveis à parte agravante caso a medida não fosse adotada, considerando a possibilidade de perdas financeiras significativas.
Repercussões e Ações Futuras
A empresa que solicitou o bloqueio está envolvida no processamento de cartões da FictorPay, mas optou por manter o processo em sigilo. A Fictor, por sua vez, decidiu não comentar a decisão judicial devido à natureza confidencial do caso. A Justiça também estabeleceu uma multa diária de R$ 5 milhões em caso de descumprimento da ordem.
Atrasos e Críticas à Fictor
A situação da Fictor se complica ainda mais, pois a empresa tem enfrentado atrasos no pagamento a clientes que investiram em contratos de Sociedade em Conta de Participação (SCP). Advogados destacam que existe uma linha tênue entre estrutura societária legítima e ofertas irregulares de investimentos.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








