O Japão, que por muito tempo foi considerado o país das 'décadas perdidas', agora ressurge como um destino atraente para investidores globais. Durante mais de 30 anos, a nação enfrentou estagnação, juros negativos e desafios econômicos significativos, mas uma série de reformas e mudanças no cenário financeiro reacenderam o interesse pelo mercado japonês.
A Nova Perspectiva dos Investidores
Com a combinação de reformas de governança e um câmbio desvalorizado, o Japão se tornou um mercado que oferece oportunidades de diversificação. Lucas Collazo, apresentador do Stock Pickers, enfatiza que o país apresenta características interessantes, como grandes e líquidas opções de investimento que estavam subavaliadas por anos.
Mudanças Estruturais e Riscos Reduzidos
A percepção atual não se baseia em um crescimento explosivo, mas sim em uma mudança estrutural que minimiza riscos e abre espaço para uma reavaliação positiva do mercado. As empresas estão se tornando mais eficientes, e a normalização das políticas monetárias contribui para essa transformação.
Histórico Econômico do Japão
Para entender a situação atual do Japão, é essencial considerar sua trajetória histórica, iniciada com a Restauração Meiji em 1868, quando o país começou sua industrialização acelerada. Esse período foi marcado pela criação de grandes conglomerados que moldaram a economia japonesa.
A Bolha e suas Consequências
Nos anos 80, o Japão viveu seu auge econômico, mas o estouro da bolha de ativos em 1989 resultou em um longo período de estagnação, conhecido como as décadas perdidas. O país enfrentou crescimento fraco e uma série de políticas monetárias não convencionais, levando à 'japonificação' da economia.
Reformas Recentes e o Futuro
Recentemente, reformas de governança corporativa vêm sendo implementadas, pressionando as empresas a focarem em eficiência e retorno ao acionista. Essa mudança cultural é fundamental para reverter a lógica de priorização da estabilidade em detrimento da rentabilidade, sinalizando um novo capítulo na economia japonesa.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








