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Governo de SC Utiliza Dados de População Branca para Justificar Fim das Cotas Raciais

Em um documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o governo de Santa Catarina argumentou que a maior parte da população do Estado é branca para justificar a proibição de cotas raciais em universidades. Segundo a Procuradoria Geral do Estado (PGE), 85,1% da população se declara branca, enquanto pretos e pardos somam 18,1%.

Justificativa da PGE

O procurador-geral do Estado, Marcelo Mendes, afirmou que os dados do Censo de 2021 foram utilizados apenas para reforçar a argumentação. Ele enfatizou que a proposta de lei, originada de iniciativa parlamentar, não visa eliminar cotas, mas sim estabelecer critérios que priorizem a condição socioeconômica.

Reação do STF e Suspensão da Lei

O documento foi enviado após o ministro Gilmar Mendes solicitar explicações sobre a nova lei, que foi suspensa temporariamente pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A PGE respondeu a um pedido de informações em uma ação direta de inconstitucionalidade movida por organizações como o PSOL e a UNE.

Dados e Políticas Públicas

A PGE defende que Santa Catarina possui um conjunto de políticas públicas para ampliar o acesso à educação superior. Embora o governo afirme que o Estado tem a maior proporção de população branca do país, dados mais recentes do Censo de 2022 indicam que 76,3% da população se declara branca, posicionando Santa Catarina como a segunda maior proporção, atrás do Rio Grande do Sul.

Critérios de Ação Afirmativa

O governo argumenta que a legislação não ignora o combate ao racismo, mas sugere que existem abordagens menos prejudiciais ao princípio da igualdade. A PGE ressalta que a Constituição não obriga a adoção de um único modelo de ação afirmativa.

Programa Universidade Gratuita

O documento também destaca o programa Universidade Gratuita, que oferece financiamento para cursos de graduação com base em critérios socioeconômicos. Segundo o governo, essa política atende a estudantes de baixa renda, provenientes da rede pública.

Critérios de Inclusão

Mendes reforçou que a nova lei não exclui estudantes negros e pardos, mas sim estabelece que as cotas sejam destinadas a quem se enquadra em critérios objetivos relacionados à condição financeira, e não a características étnicas ou fenotípicas.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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