A delegada Layla Lima Ayub, ex-policial militar do Espírito Santo, foi presa em São Paulo por suspeita de envolvimento com o crime organizado. Sua posse na Polícia Civil, ocorrida em dezembro, chamou atenção devido às alegações de um possível elo com o PCC.
O Processo de Aprovação no Concurso
A etapa de avaliação social é crucial para a aprovação no concurso, onde a vida pregressa do candidato é analisada pela inteligência policial do Estado. No caso de Layla, não havia registros que a desabonassem, o que permitiu sua aprovação.
Investigação e Suspeitas de Envolvimento
Após sua posse, Layla passou a ser alvo de investigação, que revelou sua atuação como advogada de um membro do PCC e seu relacionamento amoroso com outro faccionado. A corregedoria não divulgou a origem da investigação, mas confirmou a abrangência das suspeitas.
Reações das Autoridades
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Oswaldo Nico Gonçalves, defendeu que o processo seletivo não falhou, ressaltando que a investigação pode ocorrer durante os três anos de estágio probatório. Ele expressou sua frustração pela situação, desejando que Layla fosse uma aluna na academia.
Implicações do Caso
A Justiça determinou a prisão temporária de Layla e está investigando a profundidade de seu envolvimento com o PCC. O juiz responsável pela decisão levantou a possibilidade de que Layla tenha sido inserida na Polícia Civil a mando da facção criminosa, o que, se comprovado, poderia indicar um grave comprometimento da segurança pública.
Próximos Passos da Investigação
O corregedor geral da Polícia Civil declarou que a investigação será abrangente, buscando evidências sobre o comprometimento da delegada. O resultado desse inquérito será fundamental para entender a extensão do envolvimento de Layla com o PCC e suas implicações na estrutura da Polícia Civil.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
