Delegada do PCC é presa por lavagem de dinheiro em padaria em Itaquera

A delegada Layla Lima Ayub, de 36 anos, foi detida em São Paulo sob suspeita de conexão com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela teria adquirido uma padaria em sociedade com seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como 'Dedel', com o intuito de lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

A aquisição da padaria

O estabelecimento, denominado 'Bom Jesus', localizado em Itaquera, teria sido administrado por um laranja indicado pelo casal. A investigação, conduzida pelo Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Civil, relata que o contrato de compra foi formalizado em nome de Layla e Jardel, com a participação de um vendedor que supostamente atuava como intermediário.

Operação Serpens e prisões

A prisão de Layla e Jardel ocorreu durante a Operação Serpens, que visava a apuração da atuação da delegada em favor do PCC. Durante a abordagem, foram apreendidos dois celulares e, posteriormente, Layla entregou um terceiro chip, indicando a possibilidade de mais evidências.

Acusações e indiciamentos

Layla Ayub será indiciada por diversos crimes, incluindo exercício irregular da profissão, integrar organização criminosa, falsidade ideológica e associação para o tráfico. As investigações revelaram que ela manteve vínculos com membros da facção, mesmo após assumir o cargo de delegada.

Vínculos pessoais e profissionais

Além de seu relacionamento com Jardel, que é uma figura proeminente do PCC no Pará, Layla é também casada com um delegado da Polícia Civil do Pará. A investigação aponta que ela atuou irregularmente como advogada em audiências de custódia, buscando a soltura de associados do PCC.

Mandados de busca e apreensão

A Justiça emitiu sete mandados de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo e em Marabá, no Pará. Os mandados foram direcionados à delegada e a Jardel, com o objetivo de coletar provas adicionais sobre suas atividades ilegais.

Investigação em andamento

As autoridades continuam a investigar as ligações de Layla com o PCC e suas atividades como delegada. A situação levanta questões sobre a integridade e a segurança das operações policiais envolvendo membros de organizações criminosas.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

Compartilhe esse artigo:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edit Template

Copyright todo o material aqui produzido é de uso exclusivo do site EBand, não tendo nós nenhum tipo de vínculo com o site band.com.br

© 2025 Portal EBand Todo e qualquer material é proibido a cópia sem a autorização.