O ano de 2025 consolidou o mercado de capitais como uma das principais vias de financiamento da economia brasileira, com um volume total de ofertas atingindo R$ 838,8 bilhões, o maior valor registrado desde 2012, conforme dados da Anbima.
Desempenho do Mercado de Capitais
Esse resultado representa um crescimento de 6,43% em relação a 2024, quando o mercado de capitais movimentou R$ 788,1 bilhões. Cesar Mindof, diretor da Anbima, destacou que, embora o crescimento fosse visto como um desafio no início do ano, o mercado conseguiu sustentar esse novo patamar.
Renda Fixa como Protagonista
A renda fixa foi novamente o principal motor do ano. Com a atratividade dos juros, as empresas buscaram o mercado local para se financiar. As debêntures totalizaram R$ 492,9 bilhões, com um aumento de 4% em relação a 2024.
Instrumentos de Securitização
Os títulos de securitização, incluindo FIDCs, CRIs e CRAs, também se destacaram, representando 70% das ofertas de renda fixa. O volume captado por esses instrumentos cresceu de R$ 220,5 bilhões em 2024 para R$ 241,8 bilhões em 2025.
Fundos Imobiliários e Varejo
Os fundos imobiliários (FIIs) tiveram um desempenho notável, com um crescimento de 77,2% no volume de ofertas, captando R$ 79,2 bilhões. Essa expansão é atribuída à antecipação do mercado em relação à queda da Selic prevista para 2026.
Mercados Secundário e Externo
A liquidez no mercado secundário também foi um indicador positivo, com o volume negociado de debêntures quase dobrando o volume emitido no primário. Além disso, a captação de renda fixa no mercado externo alcançou US$ 31,6 bilhões, o maior volume desde 2014.
Perspectivas para a Renda Variável
Enquanto a renda fixa teve um desempenho forte, a renda variável experimentou um período sem estreias na Bolsa brasileira, com uma queda nas operações de follow-on. No entanto, há expectativas de uma possível recuperação em 2026, com a combinação de juros em queda e um ambiente externo favorável.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
