A produção de petróleo e gás no Brasil atingiu 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em 2025, representando um crescimento de 13,3% em relação ao ano anterior. Este novo marco é o maior já registrado no país, superando o recorde anterior de 4,344 milhões boe/d, que data de 2023.
Dados da ANP
As informações são fornecidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que é o órgão regulador do setor vinculado ao Ministério de Minas e Energia. A unidade de medida boe é utilizada para padronizar a produção de gás natural e petróleo, permitindo a conversão e soma dos volumes.
Desempenho da Indústria Extrativa
O resultado alcançado em 2025 reafirma a indústria extrativa como um dos pilares da economia brasileira. Em 2024, a produção industrial cresceu 0,6%, com a indústria extrativa subindo 4,9%, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Recordes de Produção
A produção de petróleo sozinha atingiu 3,770 milhões de barris por dia no ano anterior, marcando um aumento de 12,3%. Por sua vez, a produção de gás natural chegou a 179 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 17% em comparação a 2024, estabelecendo também um novo recorde.
Origem da Produção
De acordo com a ANP, a maior parte da produção de petróleo e gás provém dos campos do pré-sal, que representam 79,63% do volume total em óleo equivalente. Os campos de pós-sal e em terra contribuem com 15,45% e 4,92%, respectivamente.
Campos com Maior Produção
Os cinco campos marítimos que mais contribuem para a produção são: Tupi (21,36%), Búzios (20,47%), Mero (14,44%), Itapu (4,19%) e Jubarte (4,14%).
Distribuição por Bacia
A bacia de Santos é a líder na extração, respondendo por 77,79% da produção marítima, seguida pela bacia de Campos, com 19,67%. Ambas estão localizadas no litoral do Sudeste do Brasil.
Petrobras como Líder de Produção
A Petrobras, com sede no Rio de Janeiro, é a principal produtora de petróleo e gás do Brasil. Em dezembro, a empresa foi responsável por 90,03% da produção nacional, sendo que os campos operados exclusivamente pela estatal contribuíram com 23,9% desse total.








