Um novo ataque aéreo da Rússia afetou severamente o sistema de energia da Ucrânia, resultando na falta de eletricidade para 1,2 milhão de propriedades em todo o país. As explosões em Kiev, que ocorreram durante a noite, deixaram a população em um estado crítico, especialmente com as baixas temperaturas que giram em torno de -10 graus Celsius.
Impacto nas Infraestruturas e na População
Cerca de 6.000 edifícios em Kiev ficaram sem calefação, exacerbando a situação de muitos moradores que já enfrentavam temperaturas internas muito frias devido a interrupções anteriores no sistema de aquecimento. O vice-primeiro-ministro Oleksiy Kuleba informou que mais de 800.000 pessoas na capital e outras 400.000 na região de Chernihiv foram afetadas pelos ataques.
Consequências Humanas
O ataque resultou em mortes e ferimentos. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou a morte de uma pessoa e ferimentos em quatro outras, enquanto em Kharkiv, 19 pessoas, incluindo uma criança, também ficaram feridas. A situação destaca a vulnerabilidade da população civil diante dos constantes bombardeios.
Campanha de Bombardeio Intensificada
Desde a invasão em grande escala em 2022, a Rússia tem atacado repetidamente as infraestruturas elétricas da Ucrânia. Neste inverno, a intensidade dos bombardeios aumentou, resultando em cortes severos de energia e aquecimento, obrigando os cidadãos a se adaptarem a condições extremas.
Detecção e Resposta dos Sistemas de Defesa
Durante o ataque, a Força Aérea ucraniana reportou a utilização de 375 drones e 21 mísseis, incluindo os raramente utilizados mísseis balísticos Tsirkon. As defesas aéreas de Kiev trabalharam para interceptar os ataques, mas os danos foram consideráveis, atingindo pontos críticos como instalações médicas.
Desafios na Restauração dos Serviços
Equipes de emergência estão ativamente envolvidas na restauração dos serviços essenciais para os moradores afetados. Muitos edifícios que recentemente recuperaram o aquecimento enfrentaram novas interrupções, complicando ainda mais a situação humanitária.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
