Os últimos números da joalheria dinamarquesa Pandora oferecem uma visão importante sobre o desempenho da Vivara (VIVA3) no atual cenário econômico. A Pandora destacou os desafios enfrentados na América Latina, onde a alta nos preços da prata e do ouro impactou suas margens e levou a ajustes no modelo comercial.
Desafios e Estratégias da Pandora
Segundo a Pandora, a fraqueza no consumo regional é atribuída a um ambiente econômico complicado e à concorrência acirrada. Como resposta, a empresa anunciou o fechamento de 50 operações do tipo shop-in-shop no Brasil e na China até 2026, além de um redesenho em sua estratégia de preços.
Perspectivas para a Vivara
Em relação à Vivara, a administração projeta uma queda na margem EBIT para 21% a 22% em 2026, comparada a 24,4% em 2025. A empresa enfrenta pressões devido ao aumento das commodities, que pode impactar suas margens em até 250 pontos-base. Para 2027, a alta da prata e do ouro deve ter um impacto bruto significativo nas operações.
Mudanças no Portfólio da Vivara
A Pandora já começou a diversificar suas matérias-primas, e a Vivara pode seguir um caminho semelhante. A empresa deve considerar uma redução na dependência da prata, que atualmente compõe cerca de 35% de suas operações. Isso é crucial para enfrentar a volatilidade dos preços e manter a competitividade.
Análise do Bradesco BBI
O Bradesco BBI observa que, apesar dos desafios, a estrutura verticalizada da Vivara e sua capacidade de adaptação são pontos positivos. A comparação com a Pandora revela que a Vivara possui operações menos complexas e uma maior resiliência nas margens brutas ao longo do tempo.
Expectativas do BTG Pactual
O BTG Pactual acredita que a Vivara mantém uma posição forte no varejo, destacando sua habilidade em expandir margens mesmo em tempos de alta nas commodities. A empresa é vista como bem posicionada para oferecer retornos ajustados ao risco, embora a situação macroeconômica continue exigente.
Fonte: https://www.infomoney.com.br







