A Procuradoria-Geral da República (PGR) está prevista para levar de quatro a seis meses na análise de informações coletadas durante a operação recente relacionada ao Banco Master. Essa operação envolve a inspeção de dados de 101 pessoas físicas e jurídicas, algumas com movimentações financeiras bilionárias.
Escopo da Análise
A PGR terá que avaliar a quebra de sigilo bancário e fiscal, além do material apreendido em 42 endereços autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Isso inclui uma vasta quantidade de celulares e computadores.
Implicações das Investigações
As investigações visam esclarecer a atuação de executivos e empresários associados ao Banco Master. O relator do caso, ministro Dias Toffoli, prorrogou o inquérito por 60 dias, permitindo a continuidade da coleta de evidências.
Colaboração entre Instituições
Apesar da PGR ter a estrutura técnica necessária para realizar análises, a colaboração com a Polícia Federal continua a ser um aspecto importante deste processo. A relação entre as duas instituições é descrita como positiva, sem confusões operacionais.
Diálogo e Alinhamento Estratégico
Recentemente, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se reuniram para discutir procedimentos comuns, reforçando a importância do diálogo para a preservação de provas.
Direcionamento da Investigação
A investigação se concentra em aspectos criminais e não há discussões sobre reverter a liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central. O foco está em apurar possíveis fraudes na gestão do banco.
Possibilidade de Delação Premiada
Até o momento, não há indicações de que acordos de delação premiada estejam sendo considerados, nem por parte da PGR, nem pelos envolvidos, com a expectativa de que isso ocorra somente após a análise completa dos documentos.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
