Após um aumento significativo de quase 30% no ano, a B3 (B3SA3) tem gerado opiniões divergentes entre analistas financeiros. O UBS BB reconhece o potencial de valorização e elevou sua recomendação, enquanto o BTG Pactual rebaixou a classificação, considerando que as perspectivas de valorização se tornaram mais restritas.
Recomendações dos Analistas
Na semana passada, o UBS BB aumentou sua recomendação para a operadora da Bolsa do Brasil, passando de neutro para compra, com um novo preço-alvo de R$ 19,50. Isso se deve à projeção de uma melhora nas receitas em diversas áreas da empresa.
Projeções de Receita
O UBS BB aponta que, nas receitas cíclicas, que representam o core business da B3, há um potencial de alta impulsionado por volumes maiores devido ao afrouxamento monetário e à volatilidade política. Essa melhora pode resultar em um aumento significativo nos volumes negociados, especialmente após um período de três anos com volumes reduzidos.
Análise do BTG Pactual
Em contraste, o BTG Pactual acredita que o potencial de valorização da B3 é limitado. Com a ação cotada a R$ 17,6, o banco estima que a companhia está sendo negociada a cerca de 16 vezes o preço sobre lucro esperado para 2026, levando ao rebaixamento da recomendação para neutra e um novo preço-alvo de R$ 18.
Diversificação de Receitas
O BTG destaca que a B3 apresenta uma diversificação maior nas suas receitas, com menos dependência do segmento de ações. As receitas provenientes de pós-negociação, dados e renda fixa representam atualmente mais de 80% do total. Mesmo em cenários de volumes elevados, o impacto no lucro líquido e no preço-alvo seria considerado incremental.
Considerações Finais
O BTG Pactual também levanta preocupações sobre a continuidade dos fluxos de capital, indicando que se essa tendência persistir, o rebaixamento poderia ser reconsiderado. A análise das recomendações e previsões para a B3 sublinha a complexidade do cenário atual do mercado.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








