Recentemente, um fundo de investimento adquiriu uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, relacionado a dois irmãos do ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa transação levantou preocupações sobre a falta de documentação que comprove o 'valor justo' do empreendimento.
Auditorias e Documentação Ausente
Auditores independentes alertaram sobre a ausência de documentos e demonstrações contábeis essenciais para validar o patrimônio do fundo. Nas demonstrações financeiras mais recentes, que abrangem o período de dezembro de 2024 até maio de 2025, o fundo reportou um patrimônio líquido de R$ 34,6 milhões.
Emissão de Abstenção de Opinião
Os auditores emitiram uma 'abstenção de opinião', uma situação que ocorre quando não é possível verificar os dados apresentados devido à falta de informações. Essa condição é considerada menos grave do que uma opinião adversa, que indica erros significativos nos números.
Investigações Relacionadas ao Banco Master
O fundo que administra o resort Tayayá é gerido pela Reag, uma empresa sob investigação por fraudes ligadas ao Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O ministro Toffoli é relator de um caso que envolve Daniel Vorcaro, proprietário do banco.
Custos de Segurança e Viagens
Dados do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região indicam que foram gastos R$ 460 mil em diárias para seguranças que atenderam ao STF durante 128 dias de viagens ao resort. Essas viagens ocorreram em feriados, finais de semana e recessos do Judiciário.
Contexto do Resort Tayayá
O resort Tayayá, considerado um destino de luxo, está no centro de uma controvérsia envolvendo a atuação do ministro Toffoli nas investigações do Banco Master. Relatórios indicam que o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, está por trás de uma rede de fundos de investimento que inclui a participação dos irmãos de Toffoli no resort.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
