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Taxas dos DIs Encerram o Dia com Leves Altas Após Críticas à Política Fiscal

As taxas dos DIs fecharam a terça-feira com leves altas em relação aos ajustes da véspera, contrastando com a queda significativa dos rendimentos dos Treasuries no exterior. A sessão foi marcada pela divulgação dos dados da inflação oficial de janeiro e por críticas do mercado à situação fiscal brasileira durante um evento do BTG Pactual em São Paulo.

Taxas de DI e Informações da Inflação

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,68%, apresentando uma alta de 4 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 12,64%. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 registrava 13,45%, com uma elevação de 1 ponto-base em comparação a 13,436%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA, índice oficial de inflação, subiu 0,33% em janeiro, mantendo-se estável em relação a dezembro e próximo da expectativa de 0,32% dos economistas.

Desempenho dos Serviços e Expectativas de Corte da Selic

A abertura dos dados revelou uma desaceleração acentuada nos serviços, com a taxa caindo de 0,72% em dezembro para 0,10% em janeiro. Apesar disso, a inflação de serviços subjacentes aumentou de 0,56% para 0,57% no período, segundo cálculos do banco Bmg. Em nota, o economista Julio Barros, do Banco Daycoval, comentou que, apesar dos números baixos, a parte ligada à atividade econômica e ao mercado de trabalho continua pressionada.

Perspectivas do Mercado e Comentários do Ministro da Fazenda

No cenário do mercado, a maioria acredita que os dados do IPCA não alteram a expectativa de um corte da taxa básica Selic em março, atualmente em 15% ao ano. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, previu um ciclo de flexibilização monetária começando em março, com um primeiro corte de 0,5 pontos percentuais.

Reações no Evento do BTG Pactual

Durante o evento do BTG Pactual, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou não ver justificativa para o atual nível de juros reais no Brasil, destacando o impacto negativo sobre a dívida pública. O ex-secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, também fez previsões negativas sobre a área fiscal, atribuindo as recentes melhorias a fatores internacionais. Essas críticas influenciaram o comportamento das taxas dos DIs, que alternaram entre altas e baixas durante o dia.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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