O início de 2026 posicionou o Brasil em destaque no radar dos investidores internacionais. Em um relatório direcionado aos clientes, o Santander enfatiza que a conjuntura atual para ações, câmbio e fluxos de capital é "claramente construtiva" para os ativos locais, impulsionada por juros elevados, expectativa de cortes futuros e um forte apetite por risco entre investidores estrangeiros.
O Desempenho do Ibovespa e a Amplitude do Rali
O Ibovespa se aproximou de máximas históricas na transição para janeiro, com o banco classificando o Brasil como uma das narrativas mais atraentes no contexto dos mercados emergentes. Além do índice, a diversidade de ações em alta chama a atenção; segundo o Santander, 82% das ações da B3 estão operando acima da média móvel de 200 dias, indicando que a valorização está mais democratizada, envolvendo também small caps e mid caps.
Cenário Global e Fluxos de Capital
O relatório do Santander também destaca que a rotação gradual para mercados emergentes é favorecida por um cenário global que, após anos de concentração em mercados desenvolvidos, começa a abrir espaço para ativos mais arriscados. Apesar disso, as small caps ainda enfrentam um certo atraso em relação aos picos históricos.
Impacto do Câmbio e Entrada de Capital Estrangeiro
Atualmente, o câmbio reflete essa mudança de comportamento, com o dólar se aproximando de R$ 5,25, o que representa uma valorização significativa do real. Em janeiro, o Brasil recebeu R$ 26,3 bilhões de capital estrangeiro na Bolsa, superando o total de entradas de 2025. Esse fluxo, apesar de concentrado em blue chips, é um motor fundamental para os preços atuais.
Transição do Mercado Brasileiro
De acordo com o Santander, o mercado brasileiro parece estar em uma fase de transição, movendo-se de um cenário dominado por fluxo passivo e grandes empresas para um foco maior em fundamentos e ciclicidade doméstica.
Perspectivas e Riscos do Rali
O relatório indica que, apesar do momentum positivo e da maior amplitude na alta das ações, existe uma probabilidade de correção ou consolidação no curto prazo, especialmente após um início de ano tão forte. O banco alerta que os riscos mais significativos não estão necessariamente associados a uma realização técnica, mas a possíveis choques na narrativa macroeconômica.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








