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Trump Declara que Não Pedirá Desculpas por Vídeo Controverso com Barack e Michelle Obama

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que não pretende se desculpar por compartilhar um vídeo que associa o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama à imagem de macacos. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One, marcando a primeira manifestação pública de Trump sobre o episódio.

Justificativas de Trump

Segundo o presidente, ele não teria assistido ao vídeo integralmente antes de autorizar a publicação e afirmou que a postagem foi removida assim que o conteúdo final veio à tona. ‘Eu olho milhares de coisas. Ninguém sabia o que estava no final’, disse Trump, acrescentando que o material foi repassado à equipe por tratar de uma suposta fraude eleitoral na Geórgia em 2020.

Reações ao Vídeo

A Casa Branca inicialmente tentou minimizar o episódio. A porta-voz Karoline Leavitt descreveu o conteúdo como um ‘meme da internet’ e classificou a reação como exagerada. Em comunicado à AFP, o governo afirmou que o vídeo mostrava Trump como o ‘Rei da Selva’ e os democratas como personagens do filme O Rei Leão. Mais tarde, porém, a Casa Branca admitiu que a publicação foi resultado de um ‘erro’ cometido por um funcionário.

Conteúdo do Vídeo e Críticas

O vídeo combina uma teoria conspiratória sobre as eleições de 2020 com imagens do casal Obama sobrepostas a corpos de macacos, ao som da música The Lion Sleeps Tonight. As imagens não têm relação direta com a denúncia eleitoral apresentada no material, que repete alegações falsas envolvendo a empresa Dominion Voting Systems.

Repercussão e Condenações

A repercussão foi negativa, inclusive entre aliados. O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, classificou o episódio como ‘comportamento repugnante’. O senador republicano Tim Scott descreveu o vídeo como ‘a coisa mais racista’ já saída da Casa Branca, e Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional de Obama, também condenou a postagem nas redes sociais.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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