O presidente do Bradesco (BBDC4), Marcelo Noronha, anunciou que as discussões sobre a recapitalização do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) estão em andamento, com expectativas de definições ainda em fevereiro. O principal objetivo, segundo Noronha, é minimizar os custos associados a essa operação.
Contexto da Recapitalização do FGC
Atualmente, o FGC está em processo de ressarcimento de clientes do banco Master e aguarda a lista de investidores do Will Bank para iniciar os pagamentos. Ambas as instituições foram liquidadas pelo Banco Central, o que representa um grande desafio para o fundo.
Expectativa de Contribuições Antecipadas
Noronha comentou que é provável que os bancos precisem antecipar as contribuições ao FGC nos próximos cinco anos. A liquidação do Master e de outras instituições do grupo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode resultar em um consumo de quase R$ 50 bilhões do caixa do fundo, impactando significativamente seus recursos.
Impacto no Resultado dos Bancos
Apesar da possível antecipação, Noronha assegurou que isso não deverá impactar o resultado dos bancos. Segundo ele, essa medida se trata de um adiantamento das contribuições, o que significa que o custo se relaciona mais ao carregamento do que a um efeito direto no resultado.
Desempenho Financeiro do Bradesco em 2025
O Bradesco apresentou um lucro líquido de R$ 24,7 bilhões em 2025, um crescimento de 26,1% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, o lucro alcançou R$ 6,5 bilhões, refletindo um aumento em relação ao trimestre anterior e na comparação anual.
Perspectivas Futuras
Marcelo Noronha afirmou que o crescimento da carteira de crédito superou as expectativas e que o Bradesco manterá uma postura de apetite ao risco moderado em 2026, considerando o cenário macroeconômico desafiador. Ele destacou que os eventos eleitorais e a situação fiscal do país são fatores que geram incertezas.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








