A Serra Verde, a única mineradora no Brasil que produz terras raras, está em negociações para receber um investimento significativo dos Estados Unidos. Após o anúncio de um pacote de US$ 12 bilhões pelo governo Trump, voltado para o fortalecimento da produção de minerais estratégicos, a empresa se deslocou a Washington para assinar um empréstimo de US$ 565 milhões com a Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC).
Detalhes do Empréstimo
O valor do empréstimo foi definido em 22% acima do montante inicialmente previsto, refletindo uma crescente confiança nos investimentos em terras raras. A Serra Verde havia negociado anteriormente um empréstimo de US$ 465 milhões, mas as novas condições oferecem à DFC a possibilidade de adquirir uma participação acionária na mineradora.
Perspectivas de Investimentos em Terras Raras
O aumento do valor do empréstimo está alinhado com as projeções de crescimento no setor de terras raras no Brasil, que devem somar US$ 2,4 bilhões entre 2026 e 2030, segundo dados do Ibram. A Serra Verde se destaca entre os oito projetos mais adiantados no país, que estão em diferentes estágios de desenvolvimento.
Importância Geopolítica das Terras Raras
As terras raras são fundamentais para a indústria de alta tecnologia e têm adquirido importância geopolítica, especialmente após as tensões comerciais entre os EUA e a China. O Brasil, com suas reservas de 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras, ocupa uma posição estratégica no mercado global.
Posição da Serra Verde no Mercado
A mineradora se autodenomina 'pioneira fora da Ásia' e busca consolidar sua posição no mercado global de terras raras. O presidente da Serra Verde, Ricardo Grossi, afirmou que a participação da DFC no capital da empresa será minoritária e não interferirá na gestão, o que permitirá à Serra Verde continuar sua trajetória de crescimento.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








