O Banco Central (BC) confirmou que iniciará a diminuição da taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), programada para março. Contudo, a instituição não especificou a extensão do corte e ressaltou que os juros permanecerão em níveis restritivos.
Informações da Ata do Copom
As informações foram divulgadas na ata da última reunião do Copom, publicada na terça-feira (3). Na ocasião, a taxa Selic, que é a taxa básica da economia, foi mantida em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva.
Expectativas para a Política Monetária
O Comitê antecipa que, caso as condições esperadas se confirmem, a flexibilização da política monetária poderá ser iniciada em sua próxima reunião. No entanto, enfatiza que manterá a restrição necessária para garantir a convergência da inflação à meta.
Meta de Inflação e Expectativas do Mercado
A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. A previsão atual do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 3,99%, dentro desse intervalo.
Análise do Cenário Econômico
O BC observa que a manutenção de juros restritivos é influenciada pela resiliência de fatores que pressionam os preços, especialmente o dinamismo do mercado de trabalho. Apesar disso, a atividade econômica apresenta uma trajetória moderada, operando acima de seu potencial sem impactar a inflação.
Perspectivas para a Selic
Conforme a última edição do boletim Focus, a expectativa é que a Selic seja reduzida para 14,5% ao ano na próxima reunião do Copom em março, com a possibilidade de chegar a 12,25% ao ano até o final de 2026.
Cenário Externo e Política Fiscal
O BC destaca que o ambiente externo continua incerto devido à conjuntura e à política econômica dos Estados Unidos, o que afeta as condições financeiras globais. A saúde das contas públicas é vista como um fator crucial para o controle da inflação e a confiança dos investidores na dívida brasileira.








