A 3ª temporada de O Poder e a Lei entrega o capítulo mais intenso da trajetória de Mickey Haller até aqui. Baseado no livro The Gods of Guilt, de Michael Connelly, o novo ano transforma um caso jurídico em algo profundamente pessoal, colocando o advogado contra uma rede de corrupção que envolve polícia, DEA, cartéis e o próprio sistema de Justiça. O resultado é um desfecho chocante, emocionalmente pesado e com um gancho que muda tudo para o futuro da série.
Um caso que vai além do tribunal em O Poder e a Lei
Desde o início da temporada, Mickey Haller assume a defesa de Julian La Cosse, acusado do assassinato de Gloria Dayton, antiga cliente e amiga do advogado. O caso rapidamente deixa claro que não se trata apenas de provar a inocência de Julian. Mickey quer justiça para Gloria, cujo passado foi explorado por autoridades corruptas, e isso transforma o processo em uma cruzada moral.
A trama se complica
A investigação revela que Gloria havia sido usada como peça descartável por um agente da DEA, James De Marco, que mantinha acordos clandestinos com cartéis mexicanos. Quando ela ameaça expor a armação que colocou um poderoso criminoso atrás das grades, seu destino é selado. A morte de Gloria não foi um crime isolado, mas parte de um esquema muito maior.
Quem realmente matou Gloria Dayton
O grande mistério da temporada é esclarecido aos poucos. Embora Julian tenha tido um confronto físico com Gloria, ele a deixou viva. O verdadeiro assassino foi De Marco, que incendiou o apartamento da vítima para apagar rastros de uma conspiração que durava mais de uma década.
O papel de Neil Bishop
Para executar seus planos, De Marco contava com a ajuda de Neil Bishop, um investigador particular com passado na polícia. Bishop havia sido chantageado anos antes e se tornou uma engrenagem essencial do esquema, rastreando vítimas, plantando provas e garantindo que os crimes certos nunca chegassem ao tribunal.
O tribunal vira palco de uma tragédia
O ponto mais devastador da temporada acontece no episódio final, durante o julgamento de Julian. Bishop sobe ao banco das testemunhas e confessa tudo: sua relação com De Marco, o monitoramento de Gloria e a culpa que carrega por anos de corrupção.
Confissão e consequências
Pressionado por Mickey a dizer a verdade completa, Bishop admite que nunca acreditou na versão de De Marco sobre Gloria já estar morta quando ele chegou ao local. Logo após a confissão, tomado pelo peso da culpa e sem enxergar saída, Bishop tira a própria vida no tribunal, diante de todos.
As mortes que marcam a temporada
A 3ª temporada é a mais violenta e trágica da série. Além de Gloria Dayton e Neil Bishop, outros personagens importantes perdem a vida, como Eddie Rojas, amigo da família, e Deborah Glass, assassinada pelo ex-marido. James De Marco acaba morto pelos próprios cartéis que ajudou a proteger, numa execução brutal.
O impacto emocional sobre Mickey Haller
Ao longo da temporada, Mickey passa a questionar sua própria profissão. A sensação de lutar contra um sistema estruturalmente corrompido o leva a considerar abandonar a advocacia. O afastamento emocional da filha, Hayley, que o culpa pela morte de Eddie, intensifica essa crise.
Justiça parcial e vitória amarga
Com as provas reunidas, Mickey, Cisco e Lorna conseguem um acordo milionário para Julian La Cosse, expondo oficialmente a conspiração liderada por De Marco. Julian sobrevive a uma tentativa de assassinato na prisão e finalmente é libertado. A sensação, no entanto, não é de triunfo absoluto.
Fonte: https://mixdeseries.com.br








