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Economista da Itaú Asset Analisa Riscos do Crédito Privado em 2026

O mercado de crédito brasileiro chega a 2026 em um cenário que demanda escolhas assertivas de ativos. De acordo com Faiga Delbem, head de crédito da Itaú Asset, este ano representa uma mudança significativa: 'Estamos diante de um ano de alfa, onde a seleção de cada ativo é fundamental para evitar surpresas e garantir retorno aos investidores'.

Ambiente de Alta Seleção

Faiga ressalta que a ampla faixa de operações, que varia de CDI+1,5% a CDI+6%, enfatiza a necessidade de um processo seletivo rigoroso. Embora o spread médio esteja mais baixo em comparação a 2024, o contexto de juros elevados pressiona as finanças corporativas, demandando cautela nas escolhas.

A Importância do Microcrédito

Durante sua participação no podcast Expert Talks, Faiga destacou que os aspectos microeconômicos do crédito são mais relevantes do que as tendências macroeconômicas. 'Prefiro investir em uma empresa sólida em um setor desafiador do que em uma empresa mediana em um setor promissor', afirmou.

Evolução do Mercado de Crédito

Com mais de R$ 500 bilhões sob gestão, Faiga observou a evolução do mercado nos últimos dez anos. O segmento passou de uma abordagem 'buy and hold' para uma gestão ativa, com um aumento significativo na liquidez do mercado secundário, que agora supera R$ 70 bilhões mensais.

Transformação das Estruturas de Crédito

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) agora são vistos como opções viáveis, com risco e retorno variando conforme a estruturação. Faiga comentou que sua equipe administra R$ 25 bilhões nessa categoria, ressaltando que operações estruturadas podem oferecer melhores relações de risco-retorno.

Desafios e Oportunidades para 2026

O panorama atual do mercado reflete um recente aumento de spreads e desvalorização, seguido por um fechamento gradual. Para 2026, a dispersão entre operações continua a ser uma característica marcante, favorecendo gestores que conseguem identificar oportunidades em meio à volatilidade.

Análise Detalhada e Estratégias de Investimento

Faiga enfatiza que o foco deve estar na análise dos balanços das empresas e na identificação de oportunidades com risco controlado. 'O gestor deve ter cuidado para evitar armadilhas — operações que parecem atraentes agora, mas que podem resultar em custos mais altos no futuro', alertou.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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