As ações da Raízen (RAIZ4), uma das principais produtoras de açúcar e etanol globalmente, estão enfrentando uma significativa queda nesta segunda-feira. A empresa, que já havia alcançado uma máxima em quatro meses na semana passada, acima de R$1, agora se vê em uma correção negativa acentuada.
Desempenho Recente da Companhia
A Raízen, uma joint venture da Cosan (CSAN3) e da Shell, também atua na distribuição de combustíveis e atualmente lida com um elevado nível de endividamento. Isso tem gerado expectativas de uma possível injeção de capital. Na última quarta-feira, a companhia reportou uma moagem de 10,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para o terceiro trimestre da safra 2025/2026, o que representa uma queda de 23% em relação ao ano anterior.
Flutuações no Mercado
Após um avanço de 4,6% no pregão anterior, alcançando R$1,13, as ações perderam fôlego e fecharam com uma queda de 3,7%. Apesar dessa baixa, a companhia ainda conseguiu fechar janeiro com um aumento de 27% em suas ações. No entanto, nesta segunda-feira, as preferenciais da Raízen estavam sendo cotadas a R$0,93, apresentando uma queda de 9,71%.
Análise dos Especialistas
Analistas do UBS BB reiteraram sua recomendação de venda para os papéis da Raízen, com um preço-alvo de R$0,80. O debate central em torno da empresa gira em torno da sua estrutura de capital e a necessidade de uma injeção de capital, que continua em discussão entre seus acionistas controladores.
Expectativas para o Futuro
Embora os analistas acreditem que uma injeção de capital deve ocorrer em algum momento, eles não veem um problema imediato de liquidez para a Raízen. Destacam também que a administração tem um senso de urgência mais voltado para o curto prazo, com a Cosan indicando que a situação deve ser resolvida em cerca de seis meses.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








