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Queda de 5% nos Preços do Petróleo Após Acordos entre EUA e Irã e Reunião da Opep+

Os preços do petróleo viram uma queda de quase 5% nesta segunda-feira (2), marcando a maior desvalorização em um único dia em mais de seis meses. A movimentação ocorreu após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que o Irã estava 'conversando seriamente' com Washington, sinalizando uma redução das tensões.

Desempenho dos Contratos Futuros

Os contratos futuros do petróleo Brent registraram uma queda de US$ 3,20, ou 4,6%, fixando-se em US$ 66,12 por barril. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) também apresentou perdas significativas, de US$ 3,21, ou 4,9%, caindo para US$ 62 por barril.

Redução de Riscos Geopolíticos

Ambos os contratos de petróleo estão em declínio acentuado em relação às máximas de vários meses, à medida que os riscos de um ataque militar diminuem após os comentários de Trump no fim de semana. As ameaças anteriores contra o Irã ajudaram a sustentar os preços do petróleo ao longo de janeiro, conforme relatado pela analista Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova.

Impacto da Valorização do Dólar

A recente correção nos preços também foi impulsionada pela valorização do dólar americano, que encarece o petróleo para compradores fora dos EUA, pressionando ainda mais os preços. Trump comentou que o Irã estava 'conversando seriamente', enquanto o principal oficial de segurança de Teerã, Ali Larijani, revelou que os preparativos para as negociações estavam em andamento.

Reunião da Opep+ e Produção de Petróleo

Na mesma linha, a Opep+ decidiu manter sua produção de petróleo inalterada para março durante uma reunião. Isso foi comunicado pelo grupo de produtores no domingo, mesmo após os preços do petróleo bruto atingirem os níveis mais altos em seis meses devido a preocupações sobre um possível ataque militar dos EUA ao Irã.

Expectativas do Mercado

Os oito membros da Opep+ — Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã — aumentaram as cotas de produção em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, de abril a dezembro de 2025. Essa reunião reafirmou a decisão de manter a produção estável, seguindo encontros anteriores que fizeram o mesmo para janeiro e fevereiro.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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