Dirigido por M. Night Shyamalan, 'Armadilha' constrói sua tensão ao colocar o espectador dentro da mente de Cooper, um assassino em série meticuloso que acredita estar sempre no controle. No entanto, o terceiro ato do filme subverte essa lógica ao revelar que, por trás de cada movimento calculado do protagonista, existem forças que ele não consegue prever — especialmente as mulheres ao seu redor.
Lady Raven: a peça-chave da virada
Lady Raven se transforma no grande elemento de ruptura da narrativa de 'Armadilha'. Ao ganhar acesso ao celular de Cooper, ela utiliza o poder das redes sociais de forma engenhosa, mobilizando milhões de seguidores para localizar a vítima sequestrada. Esse momento é simbólico: a tecnologia, que tantas vezes serve ao controle e à vigilância, aqui se torna uma arma de libertação.
O impacto de Rachel
O golpe final de 'Armadilha' vem de onde Cooper menos esperava: sua esposa, Rachel. É revelado que ela foi responsável por plantar pistas que levaram o FBI até ele, antecipando inclusive sua intenção de assassiná-la. A cena do jantar, aparentemente banal, se torna uma das mais perturbadoras do filme.
A mãe, o trauma e a captura
Durante sua prisão, Cooper acredita estar conversando com o fantasma da mãe, figura que representa o abuso e a autoridade que moldaram sua psique. Na verdade, trata-se de uma estratégia do FBI, que explora esse trauma para fazê-lo baixar a guarda. É nesse instante que ele é finalmente neutralizado.
Cooper escapou ou não?
Apesar da captura, 'Armadilha' se recusa a oferecer um encerramento definitivo. O último gesto de Cooper — esconder uma peça da bicicleta da filha e usá-la para se soltar das algemas — deixa o destino do personagem em aberto. O sorriso final para a câmera sugere que, mesmo derrotado, o monstro talvez ainda não tenha sido totalmente contido.
Fonte: https://mixdeseries.com.br








