A Dívida Pública Federal (DPF) deve encerrar 2025 em um patamar recorde, superando R$ 8,6 trilhões, e pode alcançar entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões ao final de 2026. Essas informações foram divulgadas pelo Tesouro Nacional, que apresentou o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública.
Metas do Plano Anual de Financiamento
O PAF estabelece metas específicas para a composição da dívida pública. O governo busca reduzir a proporção de títulos prefixados em favor dos papéis vinculados à taxa Selic, visando atrair investidores. Atualmente, os títulos vinculados à Selic representam 48,3% do total.
Composição da Dívida Pública
Para 2026, a DPF deverá ter a seguinte distribuição: títulos vinculados à Selic entre 46% e 50%, títulos corrigidos pela inflação de 23% a 27%, títulos prefixados de 21% a 25% e títulos vinculados ao câmbio entre 3% e 7%.
Riscos e Previsibilidade
Os títulos corrigidos por taxas flutuantes apresentam riscos, especialmente quando a Selic aumenta, pressionando o endividamento do governo. Em contrapartida, os papéis prefixados oferecem maior previsibilidade de pagamento de juros, embora possam aumentar o custo da dívida em momentos de instabilidade econômica.
Prazo da Dívida Pública
O PAF também prevê um aumento no prazo médio da DPF, que deve ficar entre 3,8 e 4,2 anos até o final de 2025. A parcela da dívida que vence em 12 meses está projetada entre 18% e 22%.
Mecanismos de Segurança
Para garantir a capacidade de financiamento em crises, o governo conta com reservas internacionais suficientes para cobrir vencimentos da dívida externa e um colchão de R$ 1,187 trilhão que suporta os vencimentos da dívida interna.








