Na manhã desta terça-feira (27), o nível do Rio Paraitinga está sendo monitorado após o transbordamento ocorrido na segunda-feira (26), que resultou em alagamentos nas ruas do centro de São Luiz do Paraitinga devido às intensas chuvas. Cerca de cinco famílias foram obrigadas a abandonar suas residências, e três ruas ficaram submersas.
Acompanhamento da Defesa Civil
O monitoramento é realizado por meio de uma rede telemétrica e por agentes da Defesa Civil local. As informações mais atualizadas, divulgadas na noite de segunda-feira, indicam que o nível do rio continuava a subir, podendo atingir entre 4 e 4,50 metros.
Orientações para Moradores
Diante da situação, a Defesa Civil emitiu um alerta sobre a possibilidade de mais imóveis serem afetados pelo transbordamento e recomenda que os residentes de áreas de risco fiquem em alerta. Mais chuvas são esperadas nas próximas horas, e o monitoramento do rio está em andamento 24 horas por dia.
Situação no Bairro Barro Vermelho
Luiz Antunes, coordenador da Defesa Civil municipal, afirmou: "Vamos permanecer no local acompanhando os dados em tempo real para verificar o quanto o nível do rio continua subindo. No bairro Barro Vermelho, a situação já estabilizou na noite de segunda-feira e o nível da água está diminuindo, mas seguimos em alerta."
Impacto das Chuvas na Região
Segundo a Defesa Civil de São Luiz, entre sábado e domingo, choveu aproximadamente 277 milímetros nas cidades de Cunha, Lagoinha e São Luiz do Paraitinga. O volume de chuva foi ainda maior entre domingo e segunda-feira, alcançando 289 milímetros.
Contribuição de Afluentes
O órgão ressaltou que o elevado volume de chuvas causou danos, especialmente nas áreas rurais de Cunha e Lagoinha, e os efeitos começaram a ser percebidos na área urbana de São Luiz do Paraitinga com a elevação do nível do rio. Além da água das chuvas, a Defesa Civil identificou que o Rio Paraitinga também recebe contribuições de dois afluentes: o Ribeirão do Porto e o Córrego da Cachoeira Grande, conhecido como Córrego do Pinhal, intensificando ainda mais o volume de água.
Fonte: https://g1.globo.com
