Na Avenida Paulista, crianças participaram de uma atividade simbólica, moldando argila para criar pequenos vasos que abrigariam sementes e plantas. Este ato rememora os sete anos do trágico rompimento da barragem da mineradora Vale, que resultou na morte de 272 pessoas em Brumadinho.
Instituto Camila e Luiz Taliberti Organiza o Evento
O evento foi promovido pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, fundado em memória de Helena Taliberti e seus filhos, que faleceram na tragédia. Os três estavam hospedados na Pousada Nova Estância, que foi devastada pelos rejeitos da barragem.
A Luta por Justiça e Memória
Helena, visivelmente emocionada, destacou a importância de zelar pelo futuro das crianças, afirmando que a educação ambiental deve ser uma prioridade. Ela lamentou a perda de seus filhos e a falta de netos, enfatizando que o cuidado com o meio ambiente deve incluir todas as áreas do país, incluindo áreas urbanas como São Paulo.
Sirene de Alerta e a Necessidade de Prevenção
Uma sirene foi acionada às 12h28, marcando o momento crítico do rompimento da barragem e lembrando que, há sete anos, a sirene de alerta não funcionou como deveria. Helena destacou que a tragédia poderia ter sido evitada se as devidas manutenções tivessem sido realizadas pela empresa responsável.
Desfecho da Justiça
Com sete anos desde a tragédia, ainda não houve responsabilização criminal. Um processo judicial está em andamento para julgar 15 indivíduos envolvidos no caso. Helena critica a lentidão na reparação dos danos, enfatizando que a verdadeira justiça ainda não foi alcançada.
Ela argumenta que a responsabilização é crucial para evitar que eventos semelhantes voltem a ocorrer no futuro, alertando sobre os riscos da impunidade.
