Ryan Murphy nunca foi um criador interessado em sutileza. Mas em The Beauty, o produtor parece abraçar de vez o exagero como linguagem principal.
Premissa e Tom da Série
A série é desconfortável, chocante, estilizada até o limite e, ainda assim, impossível de ignorar. Um vírus sexualmente transmissível promete beleza absoluta, transformando pessoas em versões fisicamente perfeitas após um processo doloroso, violento e grotesco.
O Impacto do Body Horror
A beleza surge literalmente rasgando a pele, quebrando ossos e deixando corpos irreconhecíveis pelo caminho. Murphy usa o body horror como espetáculo e como crítica, embora essa crítica nem sempre seja elegante.
Estilo e Excesso
A série aposta alto no impacto visual, no choque e na sensação constante de absurdo. Modelos que explodem, perseguições surreais, vilões caricatos e diálogos que parecem escritos para viralizar nas redes fazem parte do pacote.
Quando o Exagero se Torna Identidade
The Beauty funciona melhor quando aceita sua própria loucura. Ao invés de tentar ser profunda o tempo todo, a série brilha quando se entrega ao caos, ao deboche e à estética quase camp.
Crítica aos Padrões de Beleza
Quando tenta discursar demais sobre padrões de beleza, a narrativa fica rasa. Mas quando aposta no grotesco sem pedir desculpas, a série encontra sua força.
O Objetivo de The Beauty
The Beauty não quer ser confortável. Quer causar. E consegue.
Fonte: https://mixdeseries.com.br
