O Pentágono anunciou uma mudança significativa em sua estratégia de defesa em relação à Coreia do Norte, prevendo um papel 'mais limitado' na dissuasão da nação asiática. Essa nova abordagem coloca a Coreia do Sul como responsável primária pela defesa, com apoio reduzido dos Estados Unidos.
Responsabilidade da Coreia do Sul
De acordo com um documento de política de 25 páginas, a Coreia do Sul está preparada para assumir a responsabilidade principal na dissuasão da Coreia do Norte. O Pentágono enfatiza que essa transição está alinhada com o interesse dos EUA em atualizar sua postura militar na Península Coreana.
Aumento do Orçamento de Defesa
Em resposta a essa nova dinâmica, a Coreia do Sul aumentou seu orçamento de defesa em 7,5% para o ano atual, indicando um comprometimento em fortalecer suas capacidades militares. O país abriga cerca de 28.500 soldados norte-americanos, que têm atuado como uma força de defesa combinada contra a ameaça da Coreia do Norte.
Mudanças na Postura das Forças dos EUA
Nos últimos anos, as autoridades norte-americanas têm manifestado um desejo de tornar as forças dos EUA na Coreia do Sul mais flexíveis, permitindo que operem fora da Península em resposta a uma variedade de ameaças, como a defesa de Taiwan e a contenção do crescimento militar da China.
Relações EUA-Coreia do Sul
O Ministério da Defesa sul-coreano considera que as Forças Armadas dos EUA são fundamentais para a aliança que garante a segurança na região. As autoridades sul-coreanas têm reafirmado seu compromisso em cooperar com os EUA para aprimorar a defesa conjunta.
Reações da Coreia do Norte e Desafios Regionais
A Coreia do Norte tem criticado a presença militar dos EUA e os exercícios conjuntos, considerando-os como ameaças à sua soberania. A região enfrenta um contexto complexo, onde a segurança na Península Coreana é interligada a questões mais amplas, como as tensões entre os EUA e a China.
Perspectivas Futuras
A estratégia revisada do Pentágono reflete um foco maior na defesa da pátria e na prevenção de conflitos em vez de ações de mudança de regime. A ênfase está em manter uma paz estável que respeite os interesses dos EUA, ao mesmo tempo que leva em consideração as preocupações da China na região.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
