A Operação Barco de Papel, realizada pela Polícia Federal, teve como alvo o presidente e diretores do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, conhecido como Rioprevidência. Os investigados são suspeitos de envolvimento em operações financeiras irregulares que somam quase R$ 1 bilhão com o Banco Master, uma instituição em crise.
Mandados de Busca e Apreensão
Na ação, a polícia cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, emitidos pela 6ª Vara Federal Criminal. Um dos mandados foi executado na residência do presidente Deivis Marcon Antunes, onde foram encontrados um veículo de luxo blindado, R$ 7 mil, um pen drive, um relógio e diversos documentos. O presidente não estava presente, pois estava de férias programadas desde 2025.
Investigação e Descobertas
A investigação revelou que o Rioprevidência teria aplicado R$ 970 milhões no Banco Master entre novembro de 2023 e julho de 2024, colocando em risco o patrimônio de 235 mil servidores e seus dependentes. A PF enfatizou que essas operações expuseram a autarquia a riscos elevados, incompatíveis com sua finalidade.
Crimes Investigados
Os crimes sob investigação incluem gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução ao erro de repartição pública, fraude à fiscalização e associação criminosa, além de corrupção passiva. Apesar das alegações de irregularidades, o Rioprevidência defende que suas ações foram legais e que os valores estão protegidos por determinação judicial.
Situação do Banco Master
O Banco Master, que enfrenta suspeitas de fraudes e lavagem de dinheiro, está atualmente em fase de liquidação extrajudicial, conforme determinação do Banco Central. O Rioprevidência afirmou que os pagamentos a aposentados e pensionistas ocorrem normalmente, destacando que os investimentos estão sendo quitados com a retenção de valores relacionados a empréstimos consignados.
