A 2ª temporada de Percy Jackson e os Olimpianos chegou ao fim com um episódio grandioso, cheio de ação, revelações importantes e mudanças ousadas em relação aos livros. Apesar de entregar bons momentos e evoluções claras, a temporada deixa a sensação de que algo ficou faltando no impacto emocional.
O que funcionou na 2ª temporada de Percy Jackson
Um dos principais acertos da temporada foi colocar Percy novamente no centro da narrativa. O arco do personagem amadurece, especialmente no episódio final, quando ele assume o papel de líder no confronto em Camp Half-Blood. A cena do discurso para os semideuses destaca o crescimento do herói, com Walker Scobell entregando sua atuação mais segura até aqui.
Mudanças que funcionaram
A transformação do desfecho em uma grande batalha também foi uma escolha acertada. A série construiu a tensão ao longo dos episódios, resultando em um clímax que superou as expectativas de muitos leitores. A eliminação rápida e irônica de Tântalo, por exemplo, é uma mudança que se mostrou mais eficaz na televisão do que nos livros, trazendo impacto visual e um toque de humor ácido.
Desenvolvimento de personagens
Outro ponto positivo é o desenvolvimento de Clarisse. A personagem ganha mais camadas nesta temporada, especialmente ao lidar com a missão do Velocino de Ouro e a traição dentro do acampamento. Sua relação com Percy, Annabeth e Grover se fortalece, ajudando a humanizar uma figura que anteriormente parecia mais distante.
O que não funcionou tão bem
Apesar do espetáculo visual, a temporada peca pela falta de peso emocional em momentos decisivos. A batalha final é empolgante, mas raramente transmite a sensação de que personagens importantes estão realmente em perigo. Ferimentos, mortes e consequências são tratados de forma superficial, diminuindo o impacto do confronto.
Desenvolvimento insuficiente de personagens secundários
A traição dos campistas que acompanham Clarisse é um conceito interessante, mas não se desenvolve plenamente, uma vez que esses personagens não foram suficientemente trabalhados ao longo da temporada. O choque existe, mas não impacta o espectador como deveria, especialmente quando comparado à virada de Luke na 1ª temporada.
Mudanças controversas
Outra escolha polêmica foi a grande mudança envolvendo Thalia. Ao alterar sua origem e relação com Zeus, a série cria paralelos diretos com Luke e abre caminhos para a 3ª temporada. Contudo, essa modificação pode soar desnecessária e arriscada, especialmente se não for bem trabalhada no futuro.
O saldo final da temporada
A 2ª temporada de Percy Jackson e os Olimpianos é divertida, ambiciosa e visualmente forte, mas emocionalmente irregular. O crescimento dos personagens principais é claro, com boas atuações e momentos que funcionam bem isoladamente. No entanto, a pressa em avançar a trama e a falta de consequências mais profundas impedem que o impacto seja maior.
Fonte: https://mixdeseries.com.br
